Atacadista holandês é preso por vender carne de cavalo como bovina


Um atacadista holandês que vendeu carne de cavalo como "pura carne" bovina, protagonista de um grande escândalo alimentar na Europa, foi condenado nesta terça-feira a dois anos e meio de prisão - informou um tribunal da Holanda.

Willy Selten foi considerado culpado por ter, "enquanto diretor de duas empresas, falsificado notas fiscais, rótulos e declarações escritas, bem como ter utilizado documentos falsos para o comércio de carne", afirmou o tribunal de Bois-Le-Duc em comunicado (sul).

A promotoria havia pedido cinco anos de prisão para o atacadista de 45 anos de idade, que argumentou que a carne de cavalo tinha se misturado por engano a outras remessas de carne vendidas nos Países Baixos e na Europa.

Stelten foi preso em maio de 2013 por suspeita de envolvimento em um dos principais escândalos alimentares na Europa, onde os lotes de carne foram encontrados em todo o continente, da Irlanda à Grécia.

Nas 167 amostras colhidas em fevereiro de 2013 em seus lotes de carne, 35 continham DNA de cavalo e "todos os produtos eram vendidos como carne bovina", explicou o tribunal.


"O tribunal considera que estas empresas, em 2011 e 2012, compraram e transformaram pelo menos 336 mil quilos de carne de cavalo", disse ele em comunicado.

O escândalo estourou em 2013 na Irlanda e na Grã-Bretanha, onde foi constatado que hambúrgueres congelados distribuídos em supermercados continham DNA de cavalo.

O mesmo problema também foi detectado em lotes de lasanha da gigante sueca Findus rotulados como "pura carne bovina".

Os testes aplicados na sequência do escândalo pela União Europeia detectaram carne de cavalo em menos de 5% dos produtos que deveriam conter apenas carne bovina.
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