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| União indica CEO da Vale como chairman da Petrobras, mas pouco renova Conselho |
Ferreira, no comando da maior produtora mundial de minério de ferro desde maio de 2011, será formalmente eleito chairman da Petrobras em assembleia geral de acionistas convocada para 29 de abril.
O executivo, que começou a carreira profissional na mineradora em 1977 como analista financeiro e econômico, substituirá Luciano Coutinho, também presidente do BNDES e eleito na quinta-feira como chairman da petrolífera no lugar do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.
Ferreira assumirá o posto em meio ao escândalo bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras, ex-funcionários da estatal, empreiteiras e políticos, revelado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
A eleição de Ferreira na assembleia de acionistas não deverá ter surpresas, tendo em vista que a União é acionista controladora da Petrobras.
Procurada, a Vale informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que nada muda na gestão da mineradora com a indicação de Ferreira para ser chairman da Petrobras.
Ferreira terá agora sob sua responsabilidade as duas maiores companhias do Brasil, embora com cargo e função distintos na Vale e na Petrobras.
RENOVAÇÃO MÍNIMA
Além de Ferreira, os outros nomes indicados pela União para representá-la no Conselho da Petrobras são Aldemir Bendine, Francisco de Albuquerque, Ivan Monteiro, Luiz Navarro, Franklin Quintella e Coutinho, este último que voltará a ser membro do colegiado.
Coutinho, Albuquerque, Navarro e Quintella já ocupam assentos no Conselho por indicação do acionista controlador, enquanto Bendine tem presença garantida no colegiado por ser presidente-executivo da estatal.
O único novo nome na lista, portanto, além do presidente da Vale, é o de Monteiro, diretor financeiro da Petrobras, que na prática substitui a ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior.
No fim do ano passado, a presidente Dilma Rousseff prometeu mudanças no Conselho da estatal e havia expectativa no mercado de uma renovação mais ampla no órgão, em meio aos esforços da companhia para elevar sua governança.
No começo de fevereiro, um ministro disse à Reuters, sob condição de anonimato, que Dilma desenhava um Conselho para a Petrobras mais voltado ao mercado para equilibrar o comando da estatal.
No comunicado desta sexta-feira, a Petrobras disse ainda que a assembleia de acionistas do fim de abril não tratará a aprovação dos resultados financeiros do terceiro e do quarto trimestres de 2014, uma vez que a direção da companhia ainda não finalizou os números.
Fonte: Reuters

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